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A realidade das duas Eunápolis que precisam se tornar uma só


 

Eunápolis já foi apontado como um dos mais promissores municípios baianos, com a promessa de se tornar uma das grandes cidades da Bahia, fato que não aconteceu. Com graves problemas de infraestrutura, esgotamento sanitário, mobilidade urbana e urbanismo, a cidade vive a dura realidade de ter sido esquecida, com situações alarmantes, a exemplo, de ser repleta de fossa sépticas - com graves problemas de saúde pública - ligadas a proliferação de agentes transmissores de doenças. O déficit de governos que administraram o município nas duas últimas décadas, é contabilizado com o atraso em avanço que se esbarraram num ambiente de corrupção e malversação de dinheiro público.


Outra disparidade a olhos vistos, são as duas Eunápolis. Basta seguir a rodovia BR 101, saindo dos bairros Urbis I e II, no sentido a capital, Salvador, e observar que à sua direita, bairros populares e populosos foram esquecidos ao longo dos anos. Desde o Pequi até o Sapucaieira, são mais de dez bairros, e diferente do tratamento que foi dado aos bairros à esquerda da BR, que receberam olhar diferenciado, com mais atenção do poder público, os bairros à direita da via no sentido norte vivem a dura realidade de anos de abandono.


Promover a igualdade é o maior desafio da atual gestão de Eunápolis e, erradicar a exclusão social promovida no decorrer de quase duas décadas será a correção da injustiça que foi feita aos moradores da Eunápolis que deve ser só uma, a de todos, com a grandeza que não faz distinção entre os filhos de uma terra que nasceu para ser grande.