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  • Antonio Marcos Nunes

ACM Neto detona João Dória após vice governador de São Paulo trocar DEM por PSDB


O presidente do DEM, ACM Neto, disse na tarde desta 6ª feira (14.mai.2021) que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é despreparado para “liderar um projeto nacional”. Também afirmou que o tucano tem “postura desagregadora” e “inabilidade política”.

A declaração de ACM Neto foi publicada em sua conta no Twitter. Ele se manifestou depois de o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, trocar o DEM pelo PSDB a convite de Doria. Garcia deverá ser candidato a governador de São Paulo se Doria disputar o Planalto.


“A mudança do vice-governador Rodrigo Garcia para o PSDB é fruto de uma inexplicável imposição estabelecida pelo governador de São Paulo, João Doria, cuja inabilidade política tem lhe rendido altíssima rejeição e afastado os seus aliados”, escreveu ACM Neto.

Ao levar Garcia para o PSDB, Doria tirou do horizonte do DEM a possibilidade de eleger em 2022 o governador do Estado mais rico e populoso da Federação.


A demonstração de descontentamento de ACM Neto é importante para o cenário político nacional porque o DEM e o PSDB são aliados tradicionais na política brasileira. Trata-se do presidente demista fazendo um ataque ao mais poderoso dos tucanos da atualidade, que pretende se candidatar ao Planalto no ano que vem.

ACM Neto cita a proximidade entre os 2 partidos em sua série de tuítes e coloca uma espécie de clivagem entre o grupo político de Doria e outros setores tucanos.


“Certos de que o PSDB possui lideranças e quadros nacionais que são capazes de colocar os objetivos comuns e os sonhos para o futuro do Brasil à frente de projetos pessoais, o Democratas espera preservar a longa história de parcerias construída com o partido”, declarou o presidente do DEM.


O atrito entre tucanos e demistas vem em um momento em que forças políticas no meio do caminho entre o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam encontrar nomes competitivos para as eleições de 2022.


Poder360