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  • Antonio Marcos Nunes

Cantora gospel e 'trader' é suspeita de aplicar golpes em esquema de pirâmide


Cantora ostenta na internet e é acusada de piramide financeira

Uma cantora gospel tem ganhado atenção da internet e também da polícia. Isso porque Isabela Cristi Gomes Barros é suspeita de aplicar golpes na Região Metropolitana de Belo Horizonte através de sua plataforma de investimentos no estilo pirâmide. Mas não para por aí.

Isabela já teve uma linha própria de cosméticos, vendeu roupas de grife, participou de concurso musical na TV e sonhava em ficar famosa como cantora gospel.


Larissa Dias Ribeiro, funcionária de Isabela por quase dois anos, revelou as informações ao g1. Segundo Larissa, a investigada não tinha uma vida monótona. Já quis abrir loja no shopping, depois vender roupa online, já fez propagandas para os produtos de beleza da linha da empresária, de nome "Izahairlife", mas o forte dela mesmo era a I&D Investimentos, da qual era dona.

"De três em três meses ela dava um 'surto' de abrir uma coisa nova. Mas o forte dela era a I&D Investimentos, as outras empresas eram mais de fachada", contou.

Mas por quê revelar tudo agora? Acontece que a ex-funcionária foi demitida no final do ano passado, está colocando Isabela na Justiça.


PME
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Denúncias e vida de luxo

Izabela Cristy, como se apresenta nas redes, tem 28 anos e ostenta uma vida luxuosa na internet. Com mais de 80 mil seguidores, as fotos são de passeios em Dubai e nas Maldivas.


A suposta golpista também foi finalista de um concurso de artistas gospel em 2020 e já gravou músicas, que se encontram disponíveis no Spotify.

Não é tão querida, entretanto, dentre as vítimas que a denunciaram. Isabela e o marido David Robson de Barros, donos de uma plataforma de investimentos no estilo pirâmide, se apresentavam como "traders", e prometiam uma poupança gorda a quem aplicasse o dinheiro, em poucos meses: a de investir o dinheiro na empresa e 40 dias depois ter 100% de lucro

Um homem que investiu R$ 150 mil no esquema contou que não foi isso que aconteceu. Outra que aplicou R$ 23 mil contou ao g1 que chamou cerca de 80 pessoas para o esquema.


A Polícia Civil informou ao g1 que há um inquérito aberto na delegacia de Lagoa Santa contra Isabela Cristi pela prática de estelionato.

A prática de pirâmide, na qual o cliente que entra investe um valor com a promessa de receber um "bônus" sobre os recursos aplicados por pessoas que ele indicar, a prática é proibida.

O cliente que entra investe um valor com a promessa de receber um "bônus" sobre os recursos aplicados por pessoas que ele indicar. No Brasil, esta prática é proibida.


À TV Globo, Isabela disse que a empresa está passando por uma auditoria interna para verificar os pagamentos que foram feitos. Em uma mensagem, ela afirmou que foi roubada por ex-funcionários. Ela também falou que está sofrendo ameaças, chantagens e que o casal é vítima de uma campanha de difamação.


Por Correio24horas