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  • Antonio Marcos Nunes

Chuvas de dezembro desmontaram maquiagem de Eunápolis e revelaram a realidade da cidade


Avenida Duque de Caxias, centro da cidade, uma das várias ruas afetadas

O mês de dezembro de 2021 se tornou um divisor de água no município de Eunápolis, literalmente, afinal as chuvas em grande volume que se abateram sobre a cidade no mês, serviram para mostrar aos eunapolitanos a verdadeira face da estrutura urbana municipal.


 

A era Robério Oliveira

Podemos dizer que a "máscara caiu", mostrando o quanto ao longo dos anos a população foi enganada, lesada e desrespeitada por gestões irresponsáveis, que pensaram apenas num projeto de poder e corrupção. Com 33 anos de emancipada, os eleitores de Eunápolis, deu metade desses anos a um grupo político, liderado pelo ex-prefeito, Robério Oliveira, justamente quando houve o estrondoso crescimento da arrecadação, saindo de números inexpressivos entre os anos de 1988 (ano da emancipação) a 2004; à partir de 2005, a arrecadação começava ali a ser expressiva, e no comando dos destinos da cidade deu-se início a era roberista, regada a escândalos de corrupção de proporções nacionais, com investigações da Polícia Federal desarticulando uma das maiores organizações criminosas dentro da administração pública no país, responsável pelo desvio de cifras monstruosas, da ordem de 400 milhões de reais, segundo apurou a PF.


Apelidado pela população de "sonrisal", o asfalto das vias de Eunápolis, simplesmente, depois que era aplicado nas ruas, se desfazia em poucos meses, bastasse apenas chover, resultado do péssimo material usado, gerando prejuízo para o erário e, dor de cabeça para a população. O pavimento das vias públicas de Eunápolis é considerado um dos piores do Brasil, com uma malha viária totalmente esburacada e que terá de ser reconstruída do zero.


Em resumo, o que as chuvas torrenciais de dezembro desnudaram numa cidade que sequer tem um rio que cruza sua área urbana, que diga-se, completamente plana, foi o desmantelo produzido no berço da corrupção, em que, obras superfaturadas e serviços de péssima qualidade eram o modus operandi de um sistema montado dentro do seio da gestão pública em Eunápolis, simplesmente para o desvio de verbas. Cabe agora a atual gestão reconstruir uma cidade, que destruíram.