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  • Antonio Marcos Nunes

Covid segue matando impiedosamente, a eterna saudade sem despedida


A dor e o sofrimento de famílias que dão adeus aos entes queridos sem o direito da despedida; sem um último relance no olhar; sem alisar os dedos pela última vez na face de quem se foi. Essa é a dor que invade a alma e muda a vida dos vivos, que ficam quase mortos. A pandemia é real e seus efeitos devastadores serão motivo de estudo doravante para as gerações futuras nos maiores centro acadêmicos do mundo e nas escolinhas do final da rua. A covid segue em seu cavalo amarelo matando impiedosamente, sem olhar a quem; o pobre morre, o rico também. Lares destruídos, sonhos abortados; Pais e mães choram seus filhos e filhos choram seus pais; amigos lamentam as perdas que se somam a mais perdas; idosos, senhores e senhoras; jovens, crianças, enfim, o adeus sem a despedida, lacrado num caixão todo isolado, sem um último adeus alguém amado por alguém que se vai, sem ser visto por mais ninguém. Se cuide, todos nós somos alguém.


Antonio Marcos Nunes