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Criminalidade| Facções avançam em território baiano e impõem nova ordem social no Estado

Atualizado: 28 de jan.

Esta é o nova realidade dos baianos

Não é segredo para ninguém o avanço da criminalidade em todo estado da Bahia, ditando suas normas e regras. Moradores de cidades do interior e comunidades dos grandes centros já convivem com a dura realidade do que pode ou não vestir ou usar; marcas como Adidas, Nike, La Coste e outras já viraram símbolo de facções e a depender de onde a pessoa esteja, será proibido ou não de usar qualquer item com estas marcas, isso dependerá de qual facção controla o tráfico na localidade.


Há relatos de cobranças por segurança de moradores, invasão e ocupação de imóveis expulsando proprietários; sequestro e mortes de pessoas; taxação para comerciantes; fechamento de zona comercial e toque de recolher, quando convém às organizações criminosas faze-lo, como por exemplo em morte de membros de suas facções em confronto armado com outras facções rivais ou com forças de segurança (policiais). As regras são postas e têm de serem cumpridas sob pena capital de se pagar com a perda da própria vida caso não se cumpra.


As organizações criminosas fazem frente ao Estado e, normalmente os confrontos entre as facções na guerra pelo controle do tráfico acontecem a qualquer hora, e em qualquer dia, impondo aos moradores de localidades dominadas pelo crime viver o terror de a qualquer momento ser surpreendida por um tiroteio ou assassinato - tudo na presença de todos. Moradores temem visitar parentes que moram em outros bairros da cidade que vivem, com medo de serem torturados ou mortos, diante de proibições impostas por criminosos.


A Bahia, antes conhecida por sua tranquilidade, nos últimos anos tornou-se uma filial do crime com a chegada e domínio territorial de organizações criminosas que dominam o tráfico de drogas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, como PCC e Comando Vermelho, associando-se a criminosos locais ou rivalizando dando a Bahia o título indesejado de campeã de mortes violentas no país, com altas taxas de letalidade, principalmente de indivíduos jovens com envolvimento no mundo do crime.


Diante da realidade vivida pelos baianos com a força das organizações criminosas, a população começa a desenvolver novos hábitos, fruto do medo - ruas antes com pessoas conversando à noite na porta de casa estão agora desertas já ao entardecer; camisas, bonés e outros utensílios não podem conter qualquer padronização de marcas famosas para não ser confundido com bandidos rivais e pagar com a vida; ninguém viu nada, nem fala nada, pois se falar entra na estatística dos mortos; selfs com trejeitos nas mãos ou cortes de cabelos e sobrancelhas com detalhes podem representar uma ou outra facção e dai ser morto ou no mínimo espancado cruelmente - enfim, essa é a nova realidade social de um povo que um dia já foi símbolo da felicidade...


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Antonio Marcos Nunes dos Santos

Jornalista - Registro 0006829/BA  

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