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Farra da covid - Governo do Rio gastou com luvas o mesmo valor que 22 Estados juntos


Levantamento feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que o governo estadual do Rio de Janeiro contratou, durante a pandemia do novo coronavírus, R$ 155,3 milhões apenas para a compra de luvas.


O valor é muitas vezes maior do que o registrado individualmente por cada um dos outros 25 estados e pelo Distrito Federal. Juntas, essas unidades federativas destinaram R$ 228 milhões à compra desse equipamento de proteção individual (EPI).

Em termos de comparação, o montante contratado pelo Rio de Janeiro é próximo à soma dos valores destinados por 22 estados e o DF (com exceção de Minas Gerais, Pernambuco e Ceará) ao item, que chegou a R$ 158 milhões.

O segundo colocado no ranking das unidades federativas que mais firmou contratos para a aquisição de luvas é Minas Gerais, do governador Romeu Zema (Novo), que reservou R$ 30,3 milhões para o material.


No total, o governo de Wilson Witzel (PSC), hoje afastado do cargo após ser alvo de operação que investiga corrupção e lavagem de dinheiro no Executivo estadual, teria adquirido 13,1 milhões de luvas.

O número é inferior à quantidade a ser adquirida por outras unidades da Federação – Minas Gerais, por exemplo, adquiriu 25 milhões.

As informações são alimentadas a partir de levantamento realizado em publicações da imprensa oficial, além de dados dos portais de transparência mantidos por cada ente da União. Veja:


  • Valor publicado pelos estados na compra de luvas, segundo levantamento da CGU

Dessa maneira, a mediana do valor contratado pelo Rio de Janeiro para a aquisição de luvas é de R$ 0,98 a unidade (um par), com contratos a preços de até R$ 3,70. O valor da mediana é mais do que o dobro do registrado em todos os demais estados e o DF.

Segundo a Controladoria, os estados destinaram, na mediana, R$ 0,40 por par de luvas. No total, as 27 unidades federativas teriam contratado R$ 294,2 milhões em luvas durante a crise da pandemia do novo coronavírus.

O número, apresentado pela CGU e analisado pelo Metrópoles, contrasta, no entanto, com levantamento feito pela Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, que disse não ter “encontrado” compras no valor registrado pela CGU e alega ter gastado apenas R$ 7,4 milhões com o EPI.