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  • Antonio Marcos Nunes

Langya henipavirus - Novo vírus identificado na China preocupa pesquisadores



 

Patogêneo do novo vírus descoberto na China, (Langya henipavirus), faz parte de gênero altamente letais. De acordo com a equipe de pesquisadores, o vírus denominado Langya henipavirus (LayV) causou infecções em ao menos 35 pessoas na China entre 2018 e 2021. Casos de infecção pelo novo vírus foram detectados em pacientes que chegavam com febre a hospitais na China. Embora faça parte de um gênero letal, não há informações sobre eventuais mortes. Os sintomas foram: febre em alguns casos, e outros sintomas, como, fadiga, tosse, dor de cabeça, vômito. Foram registradas ainda algumas anormalidades no funcionamento do fígado e rins.


De acordo com os pesquisadores, não há sinais de transmissão do LayV no contato de pessoa para pessoa. Provavelmente, a origem da infecção é animal — os cientistas dizem que há indícios de que o musaranho seja um reservatório natural do Langya, mas isso ainda precisa ser confirmado com mais estudos. Os especialistas asseguram que a detecção do novo vírus está longe de significar uma nova pandemia.

Mas a descoberta de um vírus do gênero Henipavírus preocupa porque outros patógenos desse grupo já causaram surtos e infecções graves na Ásia e na Oceania, principalmente "primos" do LayV chamados Hendra henipavirus (HeV) e Nipah henipavirus (NiV). A infecção pelo Hendra henipavirus (HeV) é rara, mas a taxa de mortalidade chega a 57%, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Já nos surtos do Nipah henipavirus (NiV) de que se tem notícia entre 1998 e 2018, a taxa de mortalidade variou de 40 a 70% das infecções. Ambos causam problemas respiratórios e neurológicos.

É difícil comparar esses dados com a mortalidade do coronavírus causador da atual pandemia, devido a metodologias distintas e às diferenças dos números por país e por período. Entretanto, é possível dizer que a letalidade dos vírus Hendra e Nipah se mostrou significativamente maior nos surtos que ocorreram do que o coronavírus, na atual pandemia.