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'Não existem mais grupo de risco' alertam especialistas sobre covid, existe 'comportamento de risco'


 

Morte de pessoas jovens estão aumentando entre o público até 40 anos por complicações por covid-19. Na primeira onda da doença, o grupo de risco eram idosos, mas agora a covid está levando cada vez mais pessoas jovens a ocupar as UTIs. Os especialista já classificam que não existe mais grupo de risco, mas sim comportamento de risco.

Um levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostrou que, em março, 52% das internações nas unidades de terapia intensiva foram de pessoas com até 40 anos, publicou o G1.

O consenso entre especialista é que a noção de grupos de risco deve ser encarada nesse novo momento como comportamento de risco. Isso fica evidente com a diminuição da taxa de ocupação nos hospitais com pessoas idosas, enquanto aumenta o número de pessoas jovens sendo internadas e indo a óbito por complicações decorrentes da covid-19

"Houve uma redução significativa na mortalidade nos idosos, principalmente nos que já completaram o esquema de vacinação. Ainda não zerou, porque alguns se contaminaram antes da proteção total, outros não tomaram a segunda dose ou não se vacinaram, mas mesmo assim houve uma diminuição muito expressiva da mortalidade neste grupo", explica Stucchi, especialista ouvido pelo G1.

Outro especialista ouvido pelo G1, disse: “Precisamos comunicar essa mudança no perfil dos pacientes com Covid-19. Com as novas variantes, os jovens estão adoecendo mais, estão internando mais, com a forma mais grave da doença, mesmo sem comorbidades" - Ethel Maciel, epidemiologista.