Nordeste concentra as cidades mais violentas do Brasil; Bahia tem cinco municípios entre os dez primeiros
- Redação

- 24 de jul.
- 2 min de leitura

O Nordeste concentra, pelo segundo ano consecutivo, os municípios mais violentos do Brasil entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. É o que aponta o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base nos indicadores de Mortes Violentas Intencionais (MVI) registrados em 2025.
O levantamento revela que as dez maiores taxas de violência letal do país estão concentradas em apenas quatro estados nordestinos. A Bahia lidera em número de municípios no ranking, com cinco cidades, seguida pelo Ceará, com três. Pernambuco e Paraíba aparecem com um município cada.
O ranking nacional é liderado por Maranguape (CE), que registrou taxa de 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Na segunda colocação aparece Eunápolis (BA), com índice de 85,1, seguida por Maracanaú (CE), com 80,7. Também figuram entre as dez cidades mais violentas Porto Seguro (BA), Simões Filho (BA), Jequié (BA), Caucaia (CE), Cabo de Santo Agostinho (PE), Santa Rita (PB) e Juazeiro (BA).
Ranking das cidades mais violentas do Brasil (mais de 100 mil habitantes)
Maranguape (CE) – 100,3
Eunápolis (BA) – 85,1
Maracanaú (CE) – 80,7
Porto Seguro (BA) – 71,2
Simões Filho (BA) – 68,1
Jequié (BA) – 67,4
Caucaia (CE) – 66,6
Cabo de Santo Agostinho (PE) – 65,1
Santa Rita (PB) – 60,9
Juazeiro (BA) – 55,8
O indicador utilizado pelo Anuário considera as Mortes Violentas Intencionais (MVI), que englobam homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, feminicídios e mortes decorrentes de intervenção policial. O cálculo é feito por 100 mil habitantes, permitindo a comparação proporcional entre municípios de diferentes portes.
Embora o Brasil tenha registrado, em 2025, a menor taxa nacional de mortes violentas desde o início da série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a realidade observada em parte do Nordeste segue preocupante. Especialistas atribuem os elevados índices à disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas, de rotas logísticas e de mercados ilegais, cenário que tem intensificado os conflitos armados em diversas cidades da região.
Outro dado que chama atenção é o desempenho da Bahia nas mortes decorrentes de intervenção policial. O estado também concentra a maior parte dos municípios com as mais altas taxas desse tipo de ocorrência, evidenciando os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado.
Os números reforçam a necessidade de políticas públicas que aliem repressão qualificada ao crime organizado, fortalecimento das investigações e investimentos em prevenção da violência, especialmente em municípios de médio porte, onde os conflitos entre grupos criminosos têm provocado o aumento das mortes violentas.

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