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  • Antonio Marcos Nunes

O efeito duplo na decisão judicial em barrar carreatas e passeatas para evitar aglomerações

Atualizado: 26 de out. de 2020


Imagem ilustrativa

Por conta da pandemia do novo coronavírus, em 2020 as eleições apresentam aspectos distintos dos anos anteriores; um deles é a posição da Justiça Eleitoral em evitar aglomerações por contas do covid-19, que vitimou milhares de vidas no decorrer do ano; segundo dados dos organismos de saúde pública esses números já chegam a quase 160 mil mortes. Em vários municípios baianos já foi determinado novas regras pela Justiça Eleitoral que evitam as caminhadas e as carreatas políticas, uma ação que tem efeito duplo na corrida eleitoral, ou seja, uma espécie de faca de dois gumes para candidatos a prefeito. Numa análise fria sobre a decisão da Justiça Eleitoral, podemos perceber que cria-se um aspecto novo no processo eleitoral, tanto para oposições, quanto para candidatos a reeleição. Em municípios que prefeitos bem avaliados pela população estão concorrendo a reeleição a decisão vira uma pá de cal nas oposições, ou seja, o velho discurso do uso de combustível nas carreatas; do números de apoiadores nas caminhadas e outras vertentes dos falatórios serão silenciadas e daí os pretensos candidatos a reeleição que são bem avaliados pelo povo saem em vantagem. Diferente do primeiro caso, cidades onde gestores são mal avaliados, saem ganhando as oposições, que vêm limitados o poder de ação de prefeitos que concorrem a reeleição e são mal avaliados como gestores e precisam mostrar força diante da avaliação negativa da população, enfim, é cara ou coroa, dependendo de cada caso.

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