Operação da Polícia Federal foi vazada para suspeitos de esquema que desviou 45 milhões de correntistas da Caixa Econômica
- Redação

- 3 de ago.
- 2 min de leitura

Antes da operação da Polícia Federal que desarticulou um esquema suspeito de desviar cerca de R$ 45 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal, integrantes da organização criminosa teriam sido avisados sobre a ação. A informação foi revelada pelo programa Fantástico, da TV Globo, exibido neste domingo (2).
Segundo a investigação, os suspeitos tiveram acesso, com aproximadamente um mês de antecedência, à decisão sigilosa da Justiça Federal que autorizava a operação policial. O vazamento teria dado tempo suficiente para que o grupo apagasse arquivos, ocultasse bens e se preparasse para a chegada dos agentes.
Apesar da tentativa de eliminar provas, a Polícia Federal conseguiu identificar o vazamento durante a perícia realizada nos celulares dos investigados. Os agentes descobriram que o líder da organização havia excluído o documento, mas esqueceu uma cópia armazenada no bloco de notas do aparelho. Também foram encontradas mensagens nas quais ele compartilhava o material sigiloso com outro integrante do grupo.
As investigações apontam que o documento era protegido por segredo de Justiça e só poderia ser acessado por magistrados, investigadores e servidores autorizados.
Servidor é apontado como principal suspeito
A apuração da Polícia Federal passou a concentrar esforços para descobrir como a decisão judicial saiu dos sistemas da Justiça Federal e chegou às mãos da organização criminosa.
De acordo com os investigadores, o primeiro acesso ao documento foi realizado pelo servidor da Justiça Federal Jackson Cozende, que, segundo a PF, não tinha justificativa funcional para consultar o processo. Por isso, ele é apontado como o principal suspeito de participar do vazamento.
A esposa dele, Gabrielle Cozendey, também passou a ser investigada. Conforme a polícia, o acesso ao processo teria ocorrido por meio da conexão de internet do escritório de advocacia onde ela trabalha. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação financeira da advogada: embora tenha declarado renda mensal de R$ 5.200, ela teria movimentado R$ 1,74 milhão em apenas seis meses.
A defesa de Jackson Cozende e Gabrielle Cozendey nega qualquer envolvimento com o esquema e afirma que ambos não possuem ligação com os fatos investigados.
Segundo a Polícia Federal, as evidências reunidas até o momento indicam que pelo menos três servidores públicos teriam atuado de forma coordenada para retirar a decisão judicial do ambiente protegido da Justiça e repassá-la aos integrantes da organização criminosa, comprometendo o sigilo da investigação.

_edited.png)

















_edited.jpg)















