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  • Antonio Marcos Nunes

Os 'esquecidos e ignorados' na política, lá na frente são veneno na taça de vinho


Um velho amigo, que ouço suas considerações a vários anos, esta semana me ligou, e me perguntou sobre minha saúde, os filhos, a esposa; enfim, quis saber de fato, como eu estava, se tudo ia bem... E, não é a primeira vez que o faz, mesmo atualmente morando muito longe, fato que me deixa deveras feliz pela amizade de mais de 30 anos. Conversa vai, conversa vem, indagações à parte, e, ele que já figurou na política, hoje não mais, me disse: "Antonio Marcos, te digo uma coisa, eu aprendi ao longo dos quase 70 que já tenho, que a lembrança afetiva é a que prevalece, mas, se tem uma coisa que não morre é ser esquecido e ignorado por quem você ajudou sem pedir em troca um vintém, isso é igual veneno em taça de vinho". Eu, sem entender, perguntei: "Como assim?"; e o amigo, me explicou: "Parece doce para quem toma, mas foi servido por quem humilhou", ai continuou - 'A pessoa ajuda o sujeito, luta pela conquista dele... sei lá o quê, ai depois de se embriagar com o poder, humilha quem mais o ajudou, mas, mal se esquece que tudo passará, e aí amigo vem pedir vinho novamente, quando a boca fica seca... danou-se, ai teu vinho tá envenenado'. É como digo, continuou o amigo; se você for inteligente, vai esperar a roda girar, e te digo, ela gira; é só ter paciência...


Enfim, ouvi, o amigo e fiquei em silêncio, afinal, ouvir quem já viveu tanto só nos traz experiência. Pois, bem. Eu, já cinquentão, sei quando estou sendo esnobado e achincalhado, mas, sou como o suricato, finjo de morto enquanto as aves de rapinam sobrevoam, mas na verdade sou como leão na savana, espero a hora certa! Vida que segue.