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  • Antonio Marcos Nunes

Reajuste de 33,24% para professores será uma "bomba" nas finanças dos municípios, avaliam prefeitos


APLB esteve na sessão da Câmara Municipal de Eunápolis pedindo apoio aos edis.

Nem tudo que reluz é ouro, assim, o reajuste dos professores da educação básica, igualmente deve ser visto. O que está em jogo são as finanças públicas, e isto precisa ser equacionado, sobretudo, policiado pela responsabilidade fiscal diante do cenário dos municípios, ente pagador dessa conta.

Câmara Municipal de Eunápolis

Os sindicatos de professores (APLB) por todo país festejam o reajuste de 33,24% dado pelo presidente Jair Bolsonaro a professores da educação básica, e partiram pra cima de prefeitos e prefeitas, além de pressionarem as câmaras municipais para a aplicação do reajuste da categoria, mas a realidade e o cenário é bem diferente, quando considerado que o piso desequilibrará as contas públicas, podendo levar ao colapso nos serviços essenciais, à inadimplência e a atrasos de salários.


O que diz a Frente Nacional de Prefeitos

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) também alertou para riscos fiscais e jurídicos em torno da medida. De acordo com a FNP, as finanças municipais não suportam os reajustes no atual cenário de incertezas que vive o Brasil. Estados e municípios são responsáveis por pagar os salários de quase a totalidade dos professores da educação básica.


A CNM avalia impacto nos municípios

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula um impacto de R$ 35 bilhões para as prefeituras. Os prefeitos avaliam entrar na Justiça para reverter a situação.


"Não tem um centavo do governo federal para pagamento do piso do magistério no Brasil. O dinheiro não é da União. É muito bom fazer favor com chapéu alheio", afirmou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Em Eunápolis, a APLB-local foi à sessão da câmara na quinta-feira (10), pedir apoio aos vereadores para a pauta do reajuste salarial da categoria. A prefeitura emitiu nota na quarta-feira (09), esclarecendo sobre o impacto do reajuste de 33,24% nas contas públicas e que equipes técnicas estão fazendo análises da incidência do reajuste nas finanças municipais.