Colapso na segurança e a fuga no presídio são o rascunho da falência institucional na Bahia
- Redação

- 14 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

O que houve no presídio de Eunápolis é o rascunho da fragilidade do sistema, da audácia dos marginais, e sobretudo, a face do Estado que segue perdendo seu território para as facções.
O poder das organizações criminosas está com seus tentáculos por todos os lados, inclusive na política, motivo que vem preocupando as autoridades; esta situação já vem por delongas acontecendo no estado do Rio de Janeiro e vem inaugurando sua fase na Bahia.
Recentemente, a fala do presidente da Assembleia Legislativa baiana, Adolfo Menezes (PSD) ganhou repercussão, quando ele considerou que o “medo” é o fator responsável pela falta de produtividade do Conselho de Ética da Casa, instalado em abril deste ano e que tem como principal missão analisar a situação do deputado estadual, Binho Galinha (PRD). O parlamentar, que é de Feira de Santana, é apontado pela Polícia Federal como chefe de uma organização criminosa envolvida com atividades como lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem, entre outros ilícitos. O deputado é o principal alvo da Operação El Pátron.
Durante o almoço com a imprensa na tarde de terça-feira, 3 de dezembro, Adolfo ponderou que a situação dos membros do colegiado é delicada por conta da segurança individual dos parlamentares, que constantemente viajam pela Bahia.
“Receio pela gravidade do problema. Em resumo, medo. Vocês viram na imprensa a gravidade e o tamanho do problema que é. Não sou eu que estou dizendo. A Justiça foi quem pegou todas a provas. Cabe ao presidente solicitar aos líderes, como foi solicitado a Rosemberg e a Alan (Sanches), mas o que é que os deputados dizem: ‘Se três juízas já correram de julgar o caso, como a gente vai entrar num negócio desse andando no interior?’ Eu não tiro a razão deles. O cara vai ser herói, e aí”, contextualizou o presidente.
Em resumo, Menezes escancarou uma realidade que tentam camuflar, que, estamos num momento delicadíssimo em que o medo não é só da sociedade, mas de todos, inclusive das autoridades, assim, justifica-se a falência institucional.

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