Jairo Azevedo, o último dos Moicanos


A exemplo do épico filme de 1992, baseado na obra do escritor estadunidense James Fenimore Cooper que conta a saga do Último dos Moicanos, eis que Eunápolis nos surpreende sempre, e desta vez fomos brindados com a saga do Último dos Secretários, aquele que vai fechar a porta e apagar as luzes do governo Cordélia, em outras palavras, o único que lutou a batalha não vencida até o fim, mesmo com os muros ao chão.
Azevedo sempre esteve ali, acreditando até o fim, apesar de assistir de sua película o desembarque de todo secretariado, um ou outro que ainda está por lá até agora são inexpressivos, nada perto de Jairo, linha de frente, uma espécie de "sabe-tudo", alguém que a ética limita as palavras, senão com certeza o circo já teria pegado fogo.
O que dizer desse cidadão, que como ninguém suportou o insuportável, engoliu a seco o pão que o diabo amassou, mas se manteve como escudo, lutando sua luta solitária, afinal emprestou seu nome, seu prestígio, sua educação e seus dias, mas, ao avizinhar-se o fatídico dia 31 de Dezembro em que trancará pela última vez a sala que foi sua trincheira durante quatro anos, perceberá que nunca existiu um exército, pois nunca houve um general, assim Jairo entenderá que não valeu à pena, e caminhará pelos corredores num ato fúnebre de despedida de um governo morto. Força, Último dos Moicanos. És um grande guerreiro!
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