Advogada é investigada por desvio de mais de R$ 600 mil de clientes e é solta após habeas corpus
- Redação
- há 35 minutos
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A advogada Rina Campbell Pena é investigada pela Polícia Civil de Goiás por suspeita de desviar mais de R$ 600 mil pertencentes a clientes. Ela foi presa durante uma operação realizada em um resort de luxo na Bahia, mas acabou sendo colocada em liberdade após a Justiça conceder um habeas corpus.
De acordo com as investigações, pelo menos 17 pessoas teriam sido prejudicadas. A suspeita é de que a advogada se apropriava de valores liberados por alvarás judiciais sem repassar o dinheiro aos clientes.
Segundo a Polícia Civil, Rina atuava principalmente com pessoas de baixa renda que possuíam financiamentos imobiliários. Ela convencia os clientes a ingressarem com ações revisionais de contratos, distratos ou renegociações, prometendo reduzir juros e parcelas dos imóveis.
O delegado Douglas Pedrosa afirmou que, após assumir as ações, a advogada encontrava maneiras de ficar com os recursos obtidos nas decisões judiciais ou em acordos firmados durante os processos.
Uma das vítimas relatou que recebeu uma proposta de acordo no valor de aproximadamente R$ 54 mil, mas foi orientada pela advogada a rejeitá-la. Posteriormente, descobriu que a profissional havia firmado o acordo sem sua autorização e recebido o valor, deixando de repassá-lo.
Apesar da prisão, a Justiça determinou a soltura da investigada e impôs medidas cautelares. Entre elas, estão a obrigação de comparecer mensalmente ao juízo para informar suas atividades, a proibição de deixar a comarca de Goiânia por mais de 15 dias sem autorização judicial e a suspensão do exercício da advocacia até o julgamento definitivo do habeas corpus.
Em nota, a defesa da advogada classificou a prisão como "injusta" e afirmou que apresentará esclarecimentos técnicos no decorrer do processo. Os advogados também sustentam que existem inconsistências nas acusações e disseram confiar na atuação do Poder Judiciário.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que acompanha o caso por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas e destacou que eventuais infrações ético-disciplinares são apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa. A entidade acrescentou que não comenta prisões ou condenações envolvendo profissionais inscritos em seus quadros.

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