Bahia| Policial Militar e estudante de Direito foram presos com 119 quilos de drogas e são investigados por ligação com facção criminosa
- Redação
- há 1 dia
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Antes da coletiva de imprensa, a investigação apontava apenas para um flagrante de tráfico de drogas. No entanto, a Polícia Civil passou a tratar o caso como parte de uma estrutura criminosa mais ampla. O soldado da Polícia Militar e o estudante de Direito presos com cerca de 120 quilos de entorpecentes são suspeitos de integrar uma facção criminosa com atuação na Bahia.

A Polícia Civil investiga a participação de um soldado da Polícia Militar da Bahia e de um estudante de Direito em uma organização criminosa após a apreensão de aproximadamente 119 quilos de drogas, realizada na quarta-feira (22), em Salvador. A carga, composta por 69 quilos de cocaína e 50 quilos de crack, está avaliada em cerca de R$ 3 milhões.
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (23), a coordenadora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Camila Albuquerque, afirmou que os dois suspeitos seriam apenas parte de uma estrutura criminosa maior.
Segundo a delegada, as investigações agora buscam identificar a origem dos entorpecentes, o destino da carga e outros envolvidos na operação.
"Com certeza é uma organização criminosa muito maior. Só havia dois envolvidos no momento da prisão, mas existem outros integrantes que estão sendo investigados", afirmou.
Os presos foram identificados como o soldado da PM Éder Lourenço Santos Pereira, lotado no 5º Batalhão da Polícia Militar, em Euclides da Cunha, onde atuava havia cerca de quatro anos, e Renan Santana Carvalho, estudante de Direito que, de acordo com a polícia, utilizava uma identificação falsa do Exército Brasileiro.

A prisão ocorreu durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Rondesp da Região Metropolitana de Salvador (RMS), no estacionamento do Salvador Norte Shopping. Conforme as investigações, a dupla se preparava para entregar a carga de drogas a um terceiro integrante da organização, que conseguiu escapar e segue sendo procurado.
De acordo com o tenente-coronel Travessas, o policial militar permanece custodiado no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, enquanto as investigações prosseguem para identificar todos os integrantes da suposta organização criminosa e esclarecer a logística do esquema de tráfico.

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