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Cacique Aruã é exonerado da Funai acusado de parcialidade em invasões

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
A atuação do então coordenador vinha sendo questionada diante de episódios ocorridos nos municípios de Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.
A atuação do então coordenador vinha sendo questionada diante de episódios ocorridos nos municípios de Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (2) a exoneração de Gerdion Santos do Nascimento, conhecido como Cacique Aruã, do cargo de coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Sul da Bahia, com sede em Porto Seguro.


A saída ocorre em meio a críticas e acusações de parcialidade relacionadas aos conflitos fundiários registrados recentemente no extremo sul do estado. A atuação do então coordenador vinha sendo questionada diante de episódios ocorridos nos municípios de Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.


Segundo críticas de setores da região, Cacique Aruã teria incentivado ou sido omisso diante de invasões de propriedades rurais e do aumento das tensões envolvendo disputas por terras, o que teria contribuído para agravar os conflitos entre indígenas e produtores rurais.


Após a publicação da exoneração, o ex-coordenador regional da Funai divulgou uma nota pública em seu perfil no Instagram. No comunicado, ele afirmou que a saída do cargo ocorreu por decisão superior e negou qualquer irregularidade em sua gestão.


De acordo com Aruã, a exoneração teria ocorrido por “ordem superior ministerial da Casa Civil”. Ele também declarou que está sendo responsabilizado por supostamente incentivar retomadas indígenas e, consequentemente, os conflitos fundiários na região.


Na nota, o ex-coordenador afirmou ainda que não responde a nenhum processo criminal ou administrativo. Segundo ele, sua atuação à frente da Funai esteve voltada à defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas, especialmente no que diz respeito à garantia de terras e territórios.


Cacique Aruã também declarou que enfrentou resistência por denunciar ataques armados e homicídios contra comunidades indígenas, além de episódios de racismo, calúnia e difamação que, segundo ele, teriam sido praticados por fazendeiros, associações do agronegócio e agentes políticos.


Ainda na publicação, o líder indígena afirmou que todas as denúncias foram registradas em processos administrativos da Funai e comunicadas a órgãos como a Presidência da República, o Ministério dos Povos Indígenas, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Polícia Civil.


Por fim, Aruã agradeceu o apoio de lideranças e organizações indígenas, que o indicaram para o cargo. Ele afirmou que continuará atuando na defesa dos direitos indígenas, mesmo fora do governo.


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Antonio Marcos Nunes dos Santos

Jornalista - Registro 0006829/BA  

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