Mulher com aneurisma, há três anos peregrina por cirurgia
- Redação

- 22 de set. de 2025
- 3 min de leitura

Antônia Celiane Cruz de Araújo, está internada no HLEM (Hospital Luiz Eduardo Magalhães) na cidade de Porto Seguro com aneurisma na cabeça. Antônia descobriu no final de 2023, após sentir fortes dores de cabeça, depois de exames que tinha um aneurisma e precisava urgentemente fazer cirurgia, desde então ela peregrina para ser cirurgiada, mas ainda não pôde fazer a intervenção.
A mulher está há três meses internada esperando regulação do Estado para ser submetida a cirurgia. Ela aguarda pela cirurgia internada no hospital em Porto Seguro, e nesse período, segundo ela vem vivendo um drama, sem ter certeza do que pode lhe acontecer no dia seguinte. Ela fez relatos chocantes de sua luta para conseguir passar pelo procedimento que lhe garante viver.
Antônia já acionou a justiça e mesmo assim a regulação ainda não ocorreu, e, embora por duas oportunidades tenha ido a Itabuna e Vitória da Conquista para a cirurgia, ela diz que não houve a intervenção cirúrgica por erros no preparo médico em Porto Seguro. A mulher ainda faz graves acusações sobre as condições que se encontra no HLEM.
Com risco de morte e visivelmente afetada emocionalmente, Antônia fez um relato assustador à redação do jornal cdn24horas e pediu ajuda para dar publicidade a sua história. Veja a seguir o relato chocante dela:
Oi, bom dia jornalista Antônio Marcos. Eu me chamo Antônia Celiane Cruz de Araújo, vim aqui fazer um relato em forma de um apelo, pedindo para que me ajude com as autoridades competentes. No mês 11 de 2023 fui diagnosticada com aneurisma, passando em uma consulta com o Dr Anderson por motivo de fortes dores de cabeça, quando o mesmo pediu exames o qual constatou um aneurisma veia dilatada. Aneurisma o qual tenho todos os exames em mãos e, desde então comecei essa jornada em busca de tratamento no município de Cabrália a cidade qual moro; no dia 03/09/2024 fui ouvida pelo promotor dessa cidade o qual me referi sobre meu caso.

Já faz um ano e nenhuma resposta me deram; por consequência dessas fortes dores de cabeça sofri um derrame no olho esquerdo, os medicamentos que uso em crise são bem fortes. São Tramal, sonatapitana, que são alguns que tomo, não tenho mais veias suportando os medicamentos, segundo uma enfermeira me falou às veias tão fracas.
Já estou me sentindo prejudicada em várias outras coisas; no dia 25 de Junho deste ano dei entrada no Hospital de Cabrália com confortes dores quase não lembrava muito bem como cheguei lá, fui transferida no dia oito de julho quando dei entrada aqui no Hospital Luís Eduardo Magalhães fazendo uso de morfina, Tramal, Dexametasona e dipirona, medicamentos para controlar as dores. Hoje para conseguir dormir preciso estar fazendo uso de 100 mg de quetiapina e 10 mg de Diazepam, ou seja, de um hospital para o outro vai fazer três meses que estou internada e essa cirurgia não sai, já me mandaram duas vezes para Itabuna, uma vez para Vitória da Conquista; não tinha UTI e em Itabuna - a primeira vez que eu fui faltava um exame que eu deveria ter feito aqui no Hospital Luís Eduardo Magalhães e, ainda, os medicamentos que eu deveria estar tomando, não estava sendo medicada aqui em Porto.

Também existe a precariedade do hospital que está deixando muito a desejar, com falta material de limpeza, até mesmo para limpar os banheiros. A alguns dias atrás na ceia serviram um mingau de aveia feito com água por falta de leite, isso chega a ser um absurdo, psicologicamente o paciente fica abalado.
Eu estou aqui fazendo esse relato lhe pedindo encarecidamente para me ajudar porque já são quase três anos em busca de uma cirurgia e quase três meses dentro de um hospital.
Este foi o relato que recebemos de
Antônia Celiane Cruz de Araújo.

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