Nutricionista morta a tiros em Guarajuba após perseguição na BA-099; suspeito é apontado como motorista do carro usado no ataque
- Redação

- há 1 dia
- 3 min de leitura

Investigação do MP-BA aponta que Fábio Ribeiro conduzia o Jeep Renegade enquanto o comparsa Marlon Ribeiro dos Santos teria efetuado os disparos contra o veículo da vítima
A investigação sobre a morte da nutricionista Larissa Pavan de Assis, assassinada a tiros em dezembro de 2024, na BA-099, em Guarajuba, ganhou um novo capítulo com a prisão de Fábio Ribeiro, apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como o motorista do veículo utilizado no ataque.
Segundo a denúncia, Fábio conduzia um Jeep Renegade branco durante a perseguição ao Toyota Corolla onde estava Larissa, enquanto o comparsa Marlon Ribeiro dos Santos, que ocupava o banco do passageiro, teria sido o responsável pelos disparos.

A dinâmica do crime foi reconstruída pelos investigadores a partir de imagens de monitoramento, registros de radares, dados telefônicos e perícia no veículo atingido.
Carro dos suspeitos apareceu segundos depois
Um dos principais elementos reunidos na investigação está relacionado ao sistema de monitoramento da BA-099. Segundo o MP-BA, o Corolla em que estavam as vítimas passou por determinado ponto da rodovia às 19h39. Apenas três segundos depois, o Jeep utilizado pelos suspeitos foi registrado no mesmo trecho.
A acusação sustenta que os dois veículos estavam envolvidos em uma perseguição que terminou quando o Jeep se aproximou do Corolla e ficou lado a lado com o carro.

A bordo do Corolla estavam Larissa, três familiares e o motorista de aplicativo Valdiney Araujo da Paz Junior, que havia aceitado uma corrida pelo aplicativo 99, com origem no Salvador Norte Shopping e destino a Guarajuba.
Ataque teria ocorrido após ultrapassagem
De acordo com o MP-BA, o grupo havia passado do acesso ao condomínio Summer House Genipabu e o motorista precisou realizar um retorno. Nesse momento, o Jeep Renegade teria se aproximado em alta velocidade.
A denúncia afirma que o veículo dos suspeitos emparelhou com o Corolla e, em seguida, foram efetuados pelo menos dois disparos.

Um dos tiros atingiu Larissa na cabeça. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu.
Para o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma tentativa de ultrapassagem, considerada uma razão fútil diante da reação dos acusados.
Além da morte da nutricionista, Fábio e Marlon respondem pela acusação de quatro tentativas de homicídio contra as demais pessoas que estavam no Corolla.
Perícia reforça versão da investigação
A perícia realizada no Toyota Corolla identificou dois pontos de impacto provocados por disparos de arma de fogo. O exame apontou que os tiros partiram do lado direito do veículo e que o atirador estaria a aproximadamente 1,42 metro de distância.
Segundo o MP-BA, a análise reforça a hipótese de que Marlon teria efetuado os disparos enquanto Fábio permanecia na direção do Jeep.
Os registros de velocidade também foram considerados pela acusação. O Jeep teria alcançado 92 km/h e passado por radares a 78 km/h e 72 km/h, em uma via cuja velocidade permitida era de 60 km/h.
Para os investigadores, os dados são compatíveis com a aproximação do veículo, o ataque e a fuga dos suspeitos.
Investigação rastreou suspeitos antes e depois do crime
A apuração também conseguiu estabelecer a movimentação dos investigados antes e depois do homicídio.
Às 18h47, pouco antes do crime, Fábio e Marlon estavam na região da Praia do Forte, em Mata de São João. A presença dos dois teria sido identificada por meio de dados obtidos com quebra de sigilo telefônico e imagens de reconhecimento de placas.
Após o ataque, Fábio teria sido identificado como condutor de um veículo na entrada do Condomínio Canto de Arembepe, às 19h44min35s.
Entre 19h48 e 20h17, os dois investigados também teriam utilizado o mesmo endereço de IP e permanecido em uma mesma região, conforme informações reunidas durante a investigação.
Suspeito estava foragido
Fábio Ribeiro se apresentou na Polinter, em Salvador, no fim da tarde de terça-feira (18). Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, e o suspeito era considerado foragido desde o assassinato.
Ele chegou a integrar o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), onde aparecia como o “3 de Espadas”.
Já Marlon Ribeiro dos Santos, apontado como autor dos disparos, foi preso em junho de 2026, em uma residência na região de Abaís, no litoral sul de Sergipe. Ele também figurava no Baralho do Crime, com o apelido de “Nove de Ouro”.
A investigação sobre a morte de Larissa já havia levado à prisão de outro homem em julho de 2025, também suspeito de envolvimento no caso.
O processo agora segue para as próximas etapas da Justiça, que deverá analisar as acusações apresentadas pelo Ministério Público e a responsabilidade individual de cada investigado.

_edited.png)

















_edited.jpg)















