OAB da BAHIA acompanha operação que prendeu oito advogados suspeitos de ligação com facções
- Redação

- há 4 horas
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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) informou que está acompanhando os desdobramentos da Operação Sintonia de Gravata, deflagrada nesta sexta-feira (3), que resultou na prisão de oito advogados suspeitos de colaborar com facções criminosas.
Em nota oficial, a entidade afirmou que acompanhou o cumprimento dos mandados por meio da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Advocacia e destacou que sua atuação ocorreu para garantir os direitos previstos em lei aos profissionais investigados.
A presidente da OAB-BA, Daniela Borges, determinou que a Procuradoria Jurídica da instituição solicite acesso ao inquérito para analisar os fatos. Após a avaliação da documentação, o caso poderá ser encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que poderá adotar medidas administrativas, incluindo a suspensão preventiva dos advogados envolvidos.
Operação

A Operação Sintonia de Gravata investiga um esquema que teria sido utilizado para facilitar a comunicação entre líderes de facções presos e integrantes das organizações criminosas em liberdade.
Segundo a Polícia Civil, os advogados investigados teriam utilizado visitas profissionais para transmitir mensagens, orientações e decisões dos chefes das facções que estão custodiados no sistema prisional.
Ao todo, a Justiça expediu 22 mandados de prisão preventiva, sendo oito contra advogados e 14 contra detentos apontados como líderes criminosos. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari.
Durante a operação, policiais apreenderam celulares, computadores e documentos que serão analisados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, com limite de até R$ 10 milhões.
As investigações apontam que o suposto esquema permitia que lideranças criminosas continuassem coordenando atividades como tráfico de drogas, movimentação financeira, compra de armas e decisões internas das organizações, mesmo estando presas.

A OAB-BA informou que continuará acompanhando o caso e adotará as medidas cabíveis dentro de suas atribuições legais.
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