Perigo: buscam por substância não aprovada para emagrecimento dispara no Brasil
- Redação

- há 9 horas
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A procura pela retatrutida, substância experimental apontada como uma nova promessa para o emagrecimento, tem crescido rapidamente no Brasil. Segundo dados do Google Trends, as buscas pelo termo aumentaram cerca de 60% no último ano, impulsionadas principalmente por conteúdos nas redes sociais que divulgam supostos resultados de perda de peso.
O problema é que a retatrutida ainda não foi aprovada por nenhuma agência reguladora no mundo. Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a substância está na fase 3 de estudos clínicos, etapa em que são avaliadas sua eficácia e segurança antes de qualquer autorização para comercialização.
Especialistas alertam para os riscos do uso do produto adquirido de forma clandestina. Apesar da falta de aprovação, a reportagem encontrou ofertas da substância em sites e redes sociais por valores entre R$ 1,8 mil e R$ 2,5 mil. Segundo médicos e farmacêuticos, não há garantia sobre a composição, procedência ou condições sanitárias desses produtos.
Além do risco de ineficácia, o uso de medicamentos de origem desconhecida pode causar infecções, reações alérgicas graves, contaminações por fungos e bactérias e outras complicações de saúde.
Os estudos preliminares divulgados pela Eli Lilly apontam resultados promissores no tratamento da obesidade, com participantes registrando perdas de peso significativas ao longo de 80 semanas. No entanto, a empresa reforça que a retatrutida está disponível legalmente apenas para voluntários dos ensaios clínicos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária também alerta que a venda de retatrutida no Brasil é irregular. Em janeiro, o órgão apreendeu e proibiu lotes de produtos comercializados como tirzepatida e retatrutida por marcas sem autorização, destacando os riscos à saúde e lembrando que a comercialização de medicamentos não autorizados pode configurar crime.
Para especialistas, o crescimento da procura pela substância reflete a busca por soluções rápidas para o emagrecimento, mas reforça a necessidade de tratamentos baseados em acompanhamento médico e evidências científicas.

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