PF apreende dinheiro em espécie e máquina de contar cédulas em nova fase da Operação Sem Desconto
- Redação

- há 12 minutos
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A Polícia Federal (PF) apreendeu dinheiro em espécie e uma máquina de contar cédulas durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de fraudes em descontos ilegais aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ofensiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão para aprofundar as investigações sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes.
Entre os materiais recolhidos pelos agentes estão maços de dinheiro guardados em imóveis dos investigados e uma máquina utilizada para contagem de cédulas. Segundo a Polícia Federal, os objetos serão periciados e poderão auxiliar na identificação da origem e da movimentação dos recursos apreendidos.
As investigações apontam que o grupo utilizaria empresas, contas de terceiros e familiares, além de outras estruturas patrimoniais, para ocultar a origem de recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
Os investigadores apuram a possível prática de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados às fraudes contra beneficiários da Previdência Social.
Entre os alvos da operação estão pessoas ligadas ao senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, além do advogado Willer Tomaz. A investigação busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos no suposto esquema. Até o momento, não há condenações, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
A Operação Sem Desconto apura descontos associativos considerados irregulares em benefícios do INSS. Segundo a PF, aposentados e pensionistas tiveram valores debitados mensalmente sem autorização ou mediante fraudes na filiação a entidades representativas.
A nova fase da operação concentra esforços em rastrear o destino dos recursos movimentados pelo grupo investigado, identificando patrimônio, bens e eventuais mecanismos utilizados para ocultação de valores.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que o material apreendido será submetido à análise pericial para subsidiar os próximos desdobramentos do inquérito. As diligências ocorrem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, responsável pela condução do caso em razão da existência de investigados com foro por prerrogativa de função.

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