Servidora de prefeitura viciada em jogos de azar perde cerca de 400 mil e faz alerta
- Redação

- 31 de mar.
- 2 min de leitura

Um relato emocionante e impactante de uma moradora de Conceição do Coité tem repercutido nas redes sociais ao expor as consequências do vício em jogos de azar. A servidora pública municipal, que se identifica como Chantele Oliveira, afirma ter perdido mais de R$ 400 mil ao longo de aproximadamente três anos.
Casada e mãe de três filhos, ela decidiu compartilhar sua história como forma de alerta para outras pessoas. Em um vídeo divulgado nas redes, contou que o primeiro contato com as apostas ocorreu em 2022, quando estava desempregada e dependia de benefício social. Segundo ela, a situação se agravou no ano seguinte.
“Tudo piorou quando tive um ganho alto. Postei nas redes sociais e muitas pessoas começaram a jogar pelo meu link. Meus ganhos aumentaram e aquilo foi me prendendo cada vez mais”, relatou.
Chantele disse ainda que se surpreendeu ao descobrir que várias pessoas de seu convívio também enfrentavam problemas semelhantes, inclusive perfis que ela nunca imaginaria.
Outro ponto destacado foi a facilidade de acesso às plataformas de apostas. “Hoje é muito fácil. Você está em casa, com o celular na mão, baixa o aplicativo, paga e recebe no Pix. Isso incentiva ainda mais”, afirmou.
Sobre a vida pessoal, ela contou que o marido chegou a participar no início, mas desistiu ao perceber os riscos e passou a pedir que ela parasse. Ainda assim, a servidora continuou jogando escondida.
“Eu esperava todos dormirem ou ficava sozinha para jogar. Comecei a gastar todo o meu salário e deixei de cumprir minhas obrigações. Mentia, dizia que o banco tinha descontado ou que o salário não tinha caído”, revelou.
Com o agravamento da situação, as dívidas cresceram rapidamente e se tornaram, segundo ela, uma “bola de neve”. A mulher afirma que chegou a recorrer a empréstimos com agiotas, mas não conseguiu arcar com os compromissos.
“Teve um momento em que pensei no pior. Foi quando pedi ajuda ao meu esposo. Ele me ajudou, vendeu o carro para pagar as dívidas, mas mesmo assim eu continuei jogando escondido”, contou.
Ao tornar pública sua história, Chantele Oliveira faz um alerta direto: o vício em jogos de azar pode causar sérios prejuízos financeiros, emocionais e familiares — e, muitas vezes, começa de forma silenciosa.

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