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Surto de “percevejo sexual” acende alerta internacional para nova ameaça fúngica

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Imagem gerada por IA
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Casos envolvendo o **Trichophyton mentagrophytes tipo VII** (TMVII), popularmente apelidado de “percevejo sexual”, vêm sendo registrados na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e em partes do Oriente Médio, levando autoridades de saúde a classificarem o fungo como uma potencial ameaça à saúde pública.


A micose causada pelo TMVII é uma infecção fúngica transmitida principalmente por contato direto pele a pele. Quando atinge a região genital, é conhecida como “coceira na virilha”. Embora não seja considerada fatal, a doença pode ser de difícil diagnóstico e, em alguns casos, deixar cicatrizes ou danos permanentes à pele.


### Casos em alta nos EUA e na Europa


Em julho de 2025, um surto foi identificado no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Desde então, o número de infecções confirmadas subiu para 13, segundo autoridades locais.


Na Europa, os registros são anteriores. Na França, os primeiros focos foram detectados em 2021. Posteriormente, novos casos surgiram em países como Alemanha e Espanha, indicando a disseminação do fungo pelo continente.


Inicialmente, as infecções por TMVII eram associadas a viagens ao Sudeste Asiático. No entanto, essa hipótese perdeu força após um caso nos Estados Unidos envolvendo um paciente que apresentou sintomas após retornar de uma viagem à Europa.


Especialistas alertam que a tendência é de expansão global. Neil Stone, consultor em doenças infecciosas do University College London Hospitals, afirmou que a disseminação mundial é praticamente inevitável e destacou a importância de os médicos reconhecerem rapidamente a infecção, realizarem exames adequados e buscarem orientação especializada para o tratamento.


### Como ocorre a transmissão


O TMVII é transmitido principalmente por contato direto com a pele infectada, inclusive durante relações sexuais — razão pela qual recebeu o apelido popular. No entanto, a contaminação também pode ocorrer por meio do compartilhamento de toalhas, roupas de cama e peças de vestuário.


Os sintomas podem levar até três semanas para aparecer após a exposição ao fungo. Entre os sinais mais comuns estão:


* Erupções cutâneas no rosto, membros, virilha ou pés;

* Pequena mancha vermelha e pruriginosa que se expande gradualmente;

* Descamação, inflamação e dor na área afetada.


O diagnóstico é feito por meio da coleta de amostras da pele comprometida, enviadas para análise laboratorial.


### Preocupação com resistência aos antifúngicos


O alerta sobre o TMVII ocorre em meio a uma crescente preocupação global com a resistência aos antifúngicos. Especialistas indicam que diversos fungos patogênicos estão se tornando mais difíceis de tratar, incluindo espécies do gênero Candida, responsáveis por infecções comuns como a candidíase oral.


Em 2022, a **Organização Mundial da Saúde** alertou que o avanço da resistência antifúngica traz implicações importantes para a saúde global, podendo comprometer tratamentos e ampliar o risco de surtos.


Além disso, cientistas também observam que mudanças climáticas e o aumento das temperaturas podem favorecer a disseminação de determinados fungos pelo planeta, intensificando ainda mais os desafios para os sistemas de saúde.


Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da vigilância epidemiológica, do diagnóstico precoce e do uso racional de medicamentos antifúngicos como estratégias fundamentais para conter o avanço dessas infecções.

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Antonio Marcos Nunes dos Santos

Jornalista - Registro 0006829/BA  

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