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Ilhéus: Empresária morta após procedimento foi operada por genro de ex-deputado baiano

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura


Cirurgião que operou empresária morta após procedimento em Ilhéus é genro de ex-deputado.


O cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, apontado como responsável pelos procedimentos estéticos realizados na empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, que morreu após uma cirurgia em Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia, é genro do ex-deputado federal e presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto.


Segundo informações publicadas pelo UOL, Rossini se casou em 2019 com Ana Carolina Carletto, filha do político e empresário. O médico é formado pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos, em Teresópolis (RJ), onde concluiu Medicina em 2010.


Em 2015, Rossini fundou a Clínica Visage, em Itabuna, cidade vizinha a Ilhéus. Na época, o empreendimento recebeu um investimento de R$ 230 mil.


Médico já havia sido alvo de denúncias


Rossini foi responsável pelos procedimentos realizados em Adriele, que morreu na madrugada desta quarta-feira (26), após ser submetida a uma cirurgia estética.


O cirurgião também passou a ser alvo de denúncias de pacientes a partir de 2023. Em um dos casos, uma paciente afirmou ter desenvolvido uma infecção grave após a colocação de próteses de silicone e a realização de lipoaspiração. Segundo o relato, ela precisou passar por uma cirurgia de reparação.


Naquele mesmo período, uma instrumentadora cirúrgica que havia trabalhado com Rossini também apresentou denúncias contra o profissional.


Defesa afirma que houve suspeita de hipertermia maligna


Em nota, a defesa de Rossini lamentou a morte da empresária e afirmou que o procedimento foi realizado em uma unidade hospitalar licenciada, com centro cirúrgico habilitado e acompanhamento permanente de uma médica anestesiologista.


Segundo os advogados, a cirurgia transcorreu sem intercorrências até a etapa final, quando Adriele apresentou uma alteração súbita e grave em seu quadro clínico.


A defesa afirma que os sinais registrados no prontuário foram identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com hipertermia maligna. A condição é rara, grave e potencialmente fatal e pode estar relacionada à suscetibilidade individual a determinados agentes utilizados durante a anestesia.


Ainda de acordo com a defesa, as medidas de emergência foram iniciadas imediatamente após a alteração do quadro. Apesar das tentativas de reanimação e do tratamento adotado pela equipe médica, Adriele não respondeu às intervenções e morreu.


As circunstâncias da morte são apuradas pelas autoridades, que deverão esclarecer as causas do óbito e eventual responsabilidade relacionada ao procedimento.


Com informações do bahianoticias

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Antonio Marcos Nunes dos Santos

Jornalista - Registro 0006829/BA  

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