MP-BA investiga suposta prática de “rachadinha” envolvendo vereador em Teixeira de Freitas
- Redação

- há 14 horas
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Teixeira de Freitas, instaurou um Procedimento Preparatório para Inquérito Civil com o objetivo de apurar uma denúncia de suposta prática de “rachadinha” envolvendo o vereador Adriano Santos Souza (DC).
A investigação teve início após relatos apresentados por um ex-assessor legislativo, que afirmou ter sido pressionado pelo parlamentar a repassar parte de seu salário mensal como condição para permanecer no cargo.
Segundo a denúncia, o vereador teria solicitado o pagamento de R$ 1.150, valor correspondente, conforme o relato, à metade da remuneração recebida mensalmente pelo servidor. O ex-assessor afirma que teria sido ameaçado de exoneração caso não realizasse os repasses.
Ainda de acordo com o denunciante, as transferências teriam sido realizadas durante cerca de dois meses. O servidor afirma que acabou sendo exonerado após questionar o parlamentar sobre a legalidade da suposta exigência.
Investigação está em fase preliminar
As informações reunidas até o momento ainda são consideradas insuficientes para comprovar as denúncias. Por isso, o Ministério Público instaurou o procedimento preparatório para reunir informações, colher depoimentos e buscar eventuais provas que possam esclarecer os fatos.
A apuração é conduzida pelo promotor de Justiça José Dutra de Lima Júnior.
Caso surjam elementos que confirmem a existência de irregularidades, o procedimento poderá resultar na abertura de um Inquérito Civil e em outras medidas cabíveis.
Possíveis consequências
Na esfera jurídica, práticas popularmente conhecidas como “rachadinha” podem, a depender das circunstâncias e das provas reunidas, estar relacionadas a diferentes tipos de crimes e irregularidades, incluindo peculato, concussão ou corrupção passiva.
A eventual confirmação dos fatos poderá gerar consequências nas esferas cível, administrativa, penal e político-eleitoral, conforme a conduta apurada e as responsabilidades individuais eventualmente identificadas.
Entre as possíveis medidas estão o ressarcimento de valores, aplicação de sanções previstas na legislação e outras penalidades que poderão ser avaliadas pelos órgãos competentes.
O caso segue sob investigação do Ministério Público da Bahia, e a conclusão da apuração deverá definir se há elementos suficientes para o aprofundamento das investigações e eventual adoção de medidas judiciais.

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