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Novo Desenrola: prazo para renegociar dívidas bancárias termina nesta segunda-feira

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 15 horas
  • 4 min de leitura

Quem ainda pretende renegociar dívidas bancárias pelo Novo Desenrola precisa se apressar. O prazo para formalizar os acordos termina nesta segunda-feira, 31 de agosto, após o governo federal prorrogar o programa no início do mês. Até o momento, não há previsão de uma nova extensão do prazo.


Voltada principalmente para famílias de menor renda, a iniciativa oferece condições especiais para a renegociação de débitos em atraso. Dependendo do tipo de dívida e das condições do acordo, os descontos podem chegar a 90%.


Mais de 5 milhões de dívidas já foram renegociadas


Até o início da última semana de agosto, aproximadamente 5,03 milhões de dívidas haviam sido renegociadas por meio da modalidade Desenrola Famílias.


Antes dos acordos, os débitos somavam cerca de R$ 26,33 bilhões. Após as negociações, o valor caiu para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.


Quem pode participar do Novo Desenrola


A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente atualmente a R$ 8.105.


Além do limite de renda, a dívida precisa atender a outros critérios. O débito deve:


ter sido contratado até 31 de janeiro de 2026;

estar atrasado há pelo menos 91 dias;

ter, no máximo, dois anos de atraso;

estar registrado em uma instituição financeira que tenha aderido ao programa.


A verificação é feita pelo próprio banco, com base nos dados disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.


Quais dívidas podem ser renegociadas?


O programa contempla algumas modalidades de crédito que costumam apresentar juros elevados. Entre elas estão:


cartão de crédito rotativo ou parcelado;

cheque especial;

crédito pessoal sem desconto em folha;

empréstimos pessoais contratados para consolidar outras dívidas.


No entanto, ter uma dessas modalidades de crédito não garante automaticamente a participação. A instituição financeira precisa verificar se a operação atende às regras e apresentar uma proposta de renegociação.


Desconto pode chegar a 90%


O percentual de desconto depende de fatores como o tipo da dívida e o período de atraso.


Para débitos do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, por exemplo, o abatimento pode chegar a 90%.


O percentual máximo, porém, não é garantido para todos os consumidores. O desconto efetivamente oferecido será definido de acordo com as características da dívida e as regras da instituição financeira.


Novo crédito pode ter juros de até 1,99% ao mês


Em casos nos quais a renegociação é realizada por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece limites para as condições do contrato.


A taxa de juros pode chegar a 1,99% ao mês, com prazo de pagamento de até 48 meses. A parcela deve ser de, no mínimo, R$ 50, enquanto o limite da nova operação é de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira.


A primeira parcela pode ser cobrada em até 35 dias.


A operação também pode contar com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Nesse modelo, as dívidas que se enquadram nas regras são substituídas por um novo contrato de crédito, com condições estabelecidas pelo programa.


Onde fazer a renegociação?


Não existe uma plataforma única do governo para concluir a renegociação. O consumidor precisa procurar diretamente o banco ou a instituição financeira responsável pela dívida.


Entre os bancos que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.


Como o banco ainda precisa analisar a dívida e apresentar as condições disponíveis, é importante iniciar o procedimento o quanto antes.


Quando o nome é retirado dos cadastros de inadimplentes?


A assinatura do acordo não significa que o nome do consumidor será retirado imediatamente dos cadastros de inadimplentes.


Nas renegociações realizadas por meio de uma nova operação de crédito, a retirada da dívida dos cadastros ocorre após o pagamento da primeira parcela.


A manutenção da regularização, entretanto, depende do cumprimento das demais obrigações previstas no contrato.


FGTS pode ser usado para quitar a dívida


Em determinadas situações, o Novo Desenrola permite utilizar recursos do FGTS para amortizar ou quitar a dívida renegociada.


Podem ser utilizados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O valor permitido corresponde ao maior entre:


R$ 1 mil; ou

20% do saldo disponível no FGTS.


Para utilizar o dinheiro, o trabalhador precisa autorizar o procedimento pelo aplicativo FGTS e permitir que o valor seja compartilhado com a instituição financeira responsável pela dívida.


Após a autorização, os bancos têm até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, responsável pela transferência do dinheiro diretamente à instituição financeira.


O banco pode se recusar a participar?


Sim. A adesão das instituições financeiras ao Novo Desenrola é voluntária.


Isso significa que, mesmo que o consumidor esteja dentro do limite de renda e tenha uma dívida que cumpra os demais requisitos, a renegociação só poderá ser realizada pelo programa se o banco responsável tiver aderido à iniciativa e disponibilizar uma operação dentro das regras.


Quem está em dia com as contas também pode participar


O programa também possui a modalidade Desenrola Adimplente, destinada a consumidores que não estão inadimplentes.


Nesse caso, a proposta é permitir a substituição de empréstimos já contratados por operações com custos menores, antes que o consumidor entre em atraso.


O Novo Desenrola ainda possui regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fies, produtores rurais e micro e pequenas empresas.


Prazo termina nesta segunda-feira, 31


O prazo final para o Novo Desenrola é 31 de agosto. A data corresponde à formalização do acordo, e não apenas ao início do atendimento ou da negociação com o banco.


Por isso, quem pretende renegociar uma dívida deve procurar a instituição financeira o quanto antes.


Antes de aceitar qualquer proposta, também é importante conferir o valor total que será pago, a taxa de juros, o número de parcelas, o valor de cada prestação e as consequências de um eventual novo atraso.


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Antonio Marcos Nunes dos Santos

Jornalista - Registro 0006829/BA  

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